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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Minoria de novo

Como se não bastasse ter votado no Cristóvão Buarque para presidente, recentemente descobri que meu democrata preferido também não tem a menor chance de ser eleito: Dennis Kucinich. Vê se não é nele que você votaria se lhe fosse dada a chance:

- o cara é pela adesão dos E.U.A. ao Tratado de Kyoto (demorou) e pela instituição de multa a empresas emissoras de altas taxas de carbono na atmosfera;

- é pela saída imediata das tropas americanas do Iraque;

- nunca apoiou a invasão ao Iraque e nunca acreditou na lenda das weapons of mass destruction;

- com relação ao problema da imigração ilegal, propõe sanções aos empregadores que contratam imigrantes ilegais, e não aos empregados;

- apóia a união civil e o casamento de pessoas do mesmo sexo, argumentando que a Constituição prevê direitos iguais para todos os cidadãos (demorou, também);

- propõe a criação de um SUS nos EUA, o que seria de grande serventia para Cintia, Mauro e bebê;

- é pela redução dos impostos para a classe média (idem);

- defende um controle mais rigoroso na concessão de portes para armas de fogo.

Aí vocês podem dizer: muito bem, o cara é bom de promessa, mas e daí? Bem, daí que três coisas. Em primeiro lugar, não são promessas e sim propostas. Não se trata de exigir, por exemplo, "o fim imediato do desemprego", como já ouvi, aliás, o partido do próprio Cristóvão Buarque proclamar na TV. Em segundo lugar - entre as propostas dele e as de, er, gente como Chuck Norris e seu amiguinho, fico com as do Kucinich. Em terceiro lugar, dizem que foi um bom prefeito. E nada mais tenho a acrescentar, pois obviamente não possuo a mais remota condição de julgar a viabilidade das propostas dele para o sistema de saúde e o sistema de impostos norte-americanos, e muito menos ainda de compará-las às propostas de Hillary ou Obama. Mas uma coisa é certa: do chão não passa. Pior não fica. É difícil conceber uma administração mais nociva para os E.U.A. e o mundo que a do Bush, a não ser que Chuck Norris ganhe (se bem que, mesmo assim...). De qualquer forma, é um alívio saber que em 2009, quando eu voltar para NY (otimismo, pra que te quero), Bush será apenas um tiozinho podre de rico numa fazenda do Texas. É como diz o meu pai: jamais confie num americano de chapéu e bota, a menos que esse americano seja o Clint Eastwood.

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